sábado, 20 de julho de 2013

O Palhaço!

Lembram-se da grande polémica que encheu jornais, telejornais e os meios cibernéticos quando M. Sousa Tavares chamou “palhaço” ao nosso Presidente da República, Prof. Cavaco Silva?
Pois, possivelmente, a razão desse “palavrão”, que tanto indignou algumas das pessoas pela falta de respeito ao senhor presidente, pode ser bem mais culta que os jornais deram a entender e que tanto alarido fizera.
Então… o porquê do "palhaço"?

Este é um quadro da Paula Rego que esteve exposto em Londres na sua última exposição (Janeiro-Março 2013) 'The Dame with the Goat's Foot' (é o nome dessa exposição).

Uma figura de 'palhaço rico' (onde se reconhece perfeitamente o retrato de Aníbal Cavaco Silva) aparece com um pé no pedestal, a mamar nos seios de uma velha decrépita e aperaltada senhora com um chapéu.
O palhaço com a mão esquerda 'coça a micose'. A Velha pode representar a política, ou a nação.
O quadro chama-se 'A Última Mamada' ('the last feed').

Apesar de ter tido algum eco nas redes sociais, não recordo que tenha havido grandes referências à exposição (ou ao quadro) na imprensa escrita.
Ainda não se sabe se/quando a exposição virá a Portugal e se o quadro fará parte dela.
Confesso que ao ver isto me interroguei: será verdade? Será que isto é mesmo uma pintura da Paula Rego? Parecia-me mas... dada a recente polémica, parecia-me coincidência a mais. 
Fui investigar e confirmo! É tudo verdade: a exposição e o quadro. Apenas não consegui confirmar o nome do quadro, pois não me aparece quando amplio a imagem no site da galeria Marlborough Fine Art.
Mas faz sentido que seja, pois o palhaço aparece a mamar.
Imagino o que ela se deve ter desmanchado a rir ao pintar este quadro!


E depois não me digam que a Paula Rego, não é mesmo do além!!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Cuidado com as modas...


- Os Cropped Top, são a grande moda: é basicamente uma blusa curtinha que deixa a barriga à mostra, usada com roupas de cintura alta sem evidenciar o umbigo. Mas infelizmente vemos por aí muitos desses conjuntos mal usados.
Vamos lá ver se nos entendemos, minhas queridas meninas. Só porque os tops cortados na barriga, a revelar a zona do estômago (este ano não vamos ver tanto o umbigo, o que pode ser menos mau ou péssimo) são tendências, não quer dizer que seja obrigatório vestir isso, em especial a quem tem o estômago dilatado ou excesso de gordura à volta da cintura.
Esta peça exige uma barriguinha mais que tonificada, sequinha, e a cintura no lugar. Se não for assim, mais vale estar quieta, porque não fica bonito, não é confortável e fazem uma figura pouco aceitável a quem olha, também não é a melhor solução.
Não entendo porque fazem questão de mostrar precisamente, aquilo que deviam esconder!
Os Cropped Tops, não são indicados para se usar em locais de trabalho, apenas em lugares informais e casuais. A peça tem um apelo muito sexy, o que compromete por inteiro um look, que exige seriedade.
- O mais importante: o umbigo não deve ficar de fora e sim, apenas uma faixa da barriga.

HAVANAS
São de facto umas chinelinhas muito confortáveis, bonitas e nas revistas até mostram as estrelas do cinema e televisão a usá-las em festas. Mas não se iludam: a eles, tudo lhes é permitido, se for extravagante para chamar a atenção eles usam e até fica muito chic, mas atreva-se a ir para um escritório ou outro sítio mais refinado de chinelos, por muito bonitinhos que sejam e logo vê olhos reprovadores a olhar para os seus pés.
Claro que há pessoas que não se importam de fazer este tipo de figurinhas, mas por outro lado, pode perder mais do que ganhar. As havaianas são boas para a praia, para a piscina, para o ginásio, ou para estar em casa.
Não são para usar quando se toma café com as amigas, para andar no shopping e MUITO MENOS para a faculdade. Nem num curso de Verão, sequer. Não há desculpa. Por muito giras que sejam, havaianas não deixam de ser CHINELOS DE BORRACHA DE ENFIAR NO DEDO

Este conselho também vale para os cavalheiros. Sou fã deste chinelinho - é confortável, dura para sempre e admito que há alguns modelos muito bonitinhos. Mas por amor da santinha, não andem pela Universidade a chinelar, por muito calor que faça. Há outros tipos de calçado raso (como as sandálias romanas) para usar na cidade e em locais mais sérios como no emprego, ou na Faculdade. Estamos esclarecidos? 



MINI SAIAS E CALÇÕES
Quanto às mini saias e calçõeszinhos, já tanta coisa foi dita, que não preciso de acrescentar mais nada. Mas pronto, ainda gasto latim mais uma vez: meninas "gordinhas", estilo Kim Kardashian, de coxa grossa, perna forte e rabiosque avantajado, por mais que sejam bem feitas de corpo, não ganham nada com bandage dresses, calçonitos ou vestidos cueca.
Então porque será que são precisamente estas meninas que insistem em enfiar-se em trapos destes?
Não só fica vulgar, grosseiro, como é totalmente errado para o tipo de corpo, porque lhes achata a figura e parecem umas kinder surpresa de salto alto.
Também quero lembrar aquelas que têm celulite e outras mazelas, precisam MESMO de fazer isto? Ou acham que o sexo masculino, desde que veja pele à mostra, não repara? E os nossos olhos? Necessitam assim tanto de atenção do tipo errado e de ouvir piropos desagradáveis? Lembrem-se que há ocasiões e lugares para tudo! Determinadas (não todas) saídas à noite e praia, nomeadamente. A plena luz do dia, em plena cidade, não se presta a figuras tão descapotáveis. Nem a escola/faculdade, que não devia sequer permitir a entrada de alunas nesses preparos.
Sejam compradoras inteligentes. Não paguem por uma túnica curtinha o mesmo que pagariam por um vestido a sério, bem costurado, bem feito.
Se é para isso, aprendam a coser e façam em casa - juntar duas partes e cerzir as alças não custa nadinha e... escusam de andar a mostrar a roupa interior por aí, e sempre ficam com uma peça exclusiva.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pecados de um padre...


Cada vez mais me convenço que vivemos num mundo de pernas para o ar. Com as coisas que vamos sabendo, em especial no que toca a Igreja católica que tem primado por escândalos atrás de escândalos, dos mais escabrosos e pouco dignos dessa instituição.
Um dia destes, deparei-me com um apontamento muito interessante, num canal da televisão espanhola, sobre o “escândalo” da vida de um padre, que se atreveu a transcrevê-la num livro, que dá título ao post, no original «Sin tapujos: La vida sexual de un cura», obra que esgotou em dois dias e abriu um debate sobre o celibato na Argentina.
Nesse programa, o Padre José Guillermo «Quito» Mariani, prestes a ser julgado por um tribunal eclesiástico por causa das páginas que escreveu, admite que, por uma questão de coerência, não acata a ordem de “silêncio absoluto” imposta pelo arcebispo de Córdoba, Carlos Ñañez, e continua a dar entrevistas e a colaborar num canal local de televisão, onde transmite não só a sua posição sem dogmas, em relação ao sexo, como também entra em rota de colisão com o catolicismo instituído em relação a outros assuntos de cariz social, nomeadamente no que respeita à colaboração entre a Igreja Católica e as ditaduras que se viveram na Argentina (e não só). 
Em 2004, este padre, que é argentino, atreveu-se a lançar um livro, onde confessa as suas experiências sexuais. Como resultado, o livro esgotou-se em 48 horas.
Na altura do lançamento do livro, o padre tinha 74 anos de idade e 54 de sacerdócio (tantos quantos os capítulos do seu livro) e o objectivo seria o de denunciar e acabar de vez com a hipocrisia do celibato dos padres por parte da igreja, negando-lhes a satisfação dos seus naturais impulsos sexuais e por isso mesmo, há denúncias constantes dos abusos sexuais a menores e não só…
Página após página, o padre Mariani analisa a complicada relação de um sacerdote com o seu corpo e confessa ter tido duas relações sexuais com mulheres e uma tentativa frustrada com outro padre.
Em muitas outras religiões e até em igrejas protestantes cristãs, os seus pastores ou padres, podem constituir família e raramente ouvimos que eles tenham abusado de crianças ou das crentes desses cultos, como parece acontecer em sucessivos escândalos com os padres de igrejas católicas em todo o mundo.
Mariani confessa no seu livro:
- “Incomodou-me muito aquilo o que fui descobrindo sobre a conduta dos ministros da Igreja e muito pouca gente acredita que os padres sejam castos”
Há quem leia nestas linhas acusações veladas a hierarquias católicas argentinas sobre 46 casos de abusos sexuais a seminaristas.
Mariani conta que se apaixonou ainda jovem mas que a namorada não conseguiu superar às pressões sociais e tudo acabou.
Nas ruas, há quem destaque a valentia de Mariani e quem defenda a sua expulsão. "A minha vida não se resume a três experiências sexuais", refere o sacerdote ordenado em 1951.
A autobiografia fala de disputas internas na hierarquia católica, da cumplicidade da Igreja com as ditaduras, da luta de Mariani contra os militares, das perseguições que sofreu, do exílio e até das suas actuais batalhas contra a exclusão social, mas esses aspectos não provocam discussão pública, apenas e só… porque teve relações sexuais!
… como se, nos bastidores da Igreja, não façam coisas bem piores!
Mariani é, segundo a imprensa argentina, acarinhado pelos fiéis e tido como "progressista" pelos seus pares. Autor de poemas, de artigos jornalísticos e de diversos textos que fazem a defesa dos mais humildes, é uma voz respeitada em assuntos religiosostanto que conduz um programa no Canal 10 de Córdoba desde 1992.
Afinal a Igreja quer condenar este padre por falar verdade e mostrar os "podres" de uma Igreja, que vem sendo desacreditada pelos sucessivos escândalos pedófilos e nunca mais muda de atitude na legalização do casamento dos padres e sacerdotes. É preferivel fechar os olhos a todos estes horrores? 



quinta-feira, 4 de julho de 2013

A traidora do vibrador




INSÓLITO! Uma mulher foi condenada pelo tribunal por trair o marido com... um vibrador!

Há brincadeiras que podem sair caras… Este novo vício de partilhar tudo com as redes internáuticas, sem os devidos cuidados, têm arranjado problemas a muito boa gente, senão vejamos o que aconteceu a uma professora de 33 anos, Laura Silveira dos Reis, que resolveu ter relações sexuais com um vibrador, mas teve também a “brilhante ideia” de filmar tudo em vídeo e partilhá-lo com um grupo secreto do Facebook.
Apesar de, na sua ingenuidade, tomar “certos cuidados” para não ser reconhecida, há sempre horas do diabo e o seu marido, António Adalberto, um motorista de 29 anos, descobriu o vídeo acidentalmente, ao ingressar no mesmo grupo secreto, em que a esposa participava.
O vídeo em questão possui pouco mais de 9 minutos e já foi visualizado por mais de cem mil cibernautas.
Embora no vídeo a professora usasse uma máscara muito semelhante à do Zorro, o seu (agora ex-marido), reconheceu-lhe a tatuagem na virilha e os móveis do quarto do casal.
E assim, ela foi condenada pelo tribunal a indemnizar em vinte salários mínimos o seu ex-marido, por ter violado a honra do ex, dado que esta traição foi uma ofensa publica à honra do cônjuge traído pelo… vibrador!
A traição configura na violação dos deveres do casamento (dever de fidelidade recíproca, dever de respeito e consideração mútuos etc – art. 1.566, CC) e, como tal, dá fundamento ao pedido de separação judicial por culpa, desde que a violação desses deveres torne a vida conjugal insuportável.
O advogado especialista em Direito de Família, Rubens Oliveira Alves, afirma que “o uso secreto de acessórios de natureza íntima por si só, já caracterizaria o rompimento com o dever de respeito e consideração mútua. A gravação e a partilha do vídeo, deram publicidade a essa traição conjugal”.
O Dr. Oliveira Alves faz um importante alerta aos casais: “Até a masturbação pode ser considerada uma modalidade de adultério.
O adultério consuma-se com a prática do inequívoco acto íntimo. E tal prática, embora solitária, é uma acção de cariz íntimo e, neste caso, evoca também a participação virtual de terceiros, visualizado por CEM mil pessoas”.











quarta-feira, 12 de junho de 2013

Vai uma cervejinha?

Chegou o verão e com ele, a vontade de tomar uma bebida refrescante numa esplanada, na praia ou na cervejaria porque… sabia que a cerveja tem conquistado ano após ano, um importante espaço no público feminino?
Dizem as pesquisas que 58% das mulheres preferem esta bebida em detrimento de outras bebidas em ocasiões festivas e, pasme-se: bebem moderadamente, não indo além de duas imperiais (ou latinhas).
Talvez porque a cerveja tem um baixo teor alcoólico e é produzida com ingrediente naturais e o público feminino esteja informado que a sua composição é, afinal vantajosa para a saúde.
A cevada e o lúpulo possuem de 15 a 35% de compostos fenólicos, substâncias com potencial antioxidante, que protegem o organismo dos radicais livres.
Ao longo das últimas décadas, diversos estudos têm demonstrado que o consumo moderado de cerveja pode ser benéfico em relação à saúde óssea.
A cerveja é considerada fonte de silício, mineral que tem sido fortemente associado à redução da perda de massa óssea na fase de pós-menopausa, uma vez que está envolvido nos processos de produção de colagénio e possui uma combinação de factores nutricionais e antioxidantes, além da baixa concentração de álcool, que promovem a redução do risco do desenvolvimento de aterosclerose e infarto, assim como parece estar envolvida na protecção de doenças neuro degenerativa.
Quando se fala em saúde da mulher, os benefícios observados com maior destaque são os relacionados também à saúde cardiovascular, estendendo-se em menor escala para o controle do peso corporal, manutenção da saúde óssea e até para o envelhecimento de forma mais proveitosa.
Com tantas vantagens, quem não troca de boa vontade um copo de uma qualquer bebida alcoólica, por uma bem refrescante cervejinha?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ler dá prazer...

O Dia do Livro é, uma oportunidade de render uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, motivar a descoberta do prazer da leitura e reconhecer a contribuição dos escritores para o progresso social e cultural. Contribuo com um trecho de Kafka, para assinalar esta data.
 

 "No fim das contas, penso que devemos ler somente livros que nos mordam e piquem.
Se o livro que estamos a ler não nos sacode e acorda como um golpe no crânio, porque nos darmos ao trabalho de lê-lo?
Para que nos faça feliz? Meu Deus, possivelmente seríamos felizes da mesma forma, se não tivéssemos livros.
Livros que nos façam felizes, em caso de necessidade, poderíamos escrevê-los
nós mesmos.
Precisamos é de livros que nos atinjam como o pior dos infortúnios, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido banidos para a floresta, longe de qualquer presença humana, como um suicídio.
Um livro tem de ser um machado para o mar gelado de dentro de nós.
É nisso que acredito."

Este é um trecho de uma carta que Kafka escreveu ao seu amigo Oskar Pollak em 1904 ...a Última Grande Lição, o "Sentido Da Vida", que me encantou, emocionou, e principalmente me ensinou o quanto devemos ser nobres diante da morte anunciada, no caso aqui, a doença "ELA" (esclerose lateral amiotrófica), podendo dar os seus primeiros passos, numa simples rouquidão recorrente.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Preciso de um café...

Às vezes, acordo com uma certa angústia, um mau estar, que quase não me deixa raciocinar.
Tudo o que eu preciso naqueles momentos, é de um café, não sei explicar exactamente o porquê, talvez o seu aroma me afecte os neurónios e o meu estado de espirito passe a ficar mais brando e o meu cérebro comece a sentir-se mais dinâmico, enfim... o que importa é que eu reajo ao café, seja lá porque razão seja!
Ahhhh, mas há dias em que uma pessoa não devia sair da cama…dias em que tudo corre ao contrário daquilo que queremos, ou seja, acontecem coisas que nos contrariam, que nos chateiam e que fogem ao nosso controle.
Olho de novo para a minha chávena meia de café e aspiro o seu aroma com satisfação. Parece que sinto as coisas melhorarem. Não posso ser assim tão negativa, afinal, ao pesar factos bons e maus, posso apostar que o saldo será positivo, dentro das coisas que queremos que aconteçam e aquelas que realmente nos acontecem.
Acho que tenho mais motivos para sorrir do que para chorar. Não é o caso de ser ingénua e achar que está sempre tudo bem, mas também não nos devemos prender apenas ao lado sombrio da vida!
Como diz o escritor Paulo Coelho, “insistimos em ver o cisco no olho e esquecemos as montanhas, os campos, as oliveiras”.
Enquanto observo agora os detalhes de minha caneca vazia, enchendo-a com todos os pensamentos que me cercam, chego a esta conclusão: eu acho que vida reage conforme a vemos. É a história de ver um copo de água pela metade e dizer que está meio cheio ou meio vazio. As afirmações estão correctas, mas uma mostra a nossa satisfação em ter mais meio copo para beber; já a outra denota que meio copo para nós, é pouco, depende afinal da perspectiva e do estado de ânimo com que encaramos as coisas.
Há dias assim… que dão para ficar a cismar nestas coisas da vida.