Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de junho de 2014

A crise e as mudanças

Fala-se muito na crise! O povo está revoltado pelas medidas governamentais que não encontraram outro meio senão roubarem os salários e as reformas dos velhos para dar à Banca, cujo rol de ilegalidades e vigarices não tem fim à vista.
Bem sei que há situações aflitivas, casais desempregados sem ter meios de pagar a renda e a alimentação, pais que continuam a ter os filhos adultos já na casa dos “trintas e quarentas” sem terem emprego e a sustento dos pais, enfim, é um nunca mais acabar de desgraças pelo país fora.
Mas também há aqueles que se acomodam à espera de milagres sem discernir uma luz ao fim do túnel das desgraças.
Por vezes, aparecem pessoas que mostram que conseguiram dar volta à crise, porque arranjaram um meio de subsistência, fazendo compotas, ou fazendo entregas ao domicílio ou outra actividade qualquer criativa para conseguirem arranjar algum dinheiro para subsistir e marcar a diferença.
Senão, veja-se a crise segundo a visão de Einsten:

«Não pretendemos que as coisas mudem, se fazemos sempre o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. 
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar “superado”. 
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.
Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.»



O Sonho sem realidade, de nada vale. Mas para aguentar o peso da vida, é preciso sonhar… porque quando o Homem sonha, a Obra nasce!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Compras, compras, compras...

O antropólogo Paco Underhill, que há 25 anos estuda as pessoas enquanto fazem compras, revela factos interessantes.
Acerca da crise financeira, diz que a recessão reflecte o facto de as pessoas passarem mais tempo nos corredores das vistosas montras de artigos, a analisar os produtos e os preços, abandonando a compra de muitos dos itens escolhidos, motivo pelo qual, as lojas se encontram mais desarrumadas.
Numa altura em que comprar deixou de ser uma actividade lúdica, uma atenção especial deve ser dispensada às mulheres, afinal são elas quem mais consomem.
As mulheres da actualidade, mulheres de carreira e mulheres de família, têm horários apertados, precisam de entrar e sair muito mais rapidamente, por isso é preciso prestar atenção ao design dos carrinhos de compras, à maneira como são planeados os provadores, os espelhos e as próprias lojas.
Também nas compras as diferenças de géneros se reflectem. Segundo o antropólogo, os homens compram como caçadores: querem encontrar o alvo e sair porta fora o mais depressa possível.
Já as mulheres conseguem passar uma tarde inteira num Centro Comercial e regressar sem comprar nada, pois têm prazer só no acto de olhar. E, o olhar parece ter uma influência crítica no processo de compra: olhamos em frente e virar a cara para o lado já implica esforço, por isso os expositores que se encontram ao fundo dos corredores são sempre os mais eficazes.
Fundamental também é o toque. As pessoas têm necessidade de tocar em tudo, daí que manter os artigos dentro de embalagens e sacos, que muitas vezes são abertas pelos consumidores, pode prejudicar as vendas. A existência de exemplares para experimentar, é a melhor solução.
Curiosa opinião deste antropólogo: na sua ideia é que as zonas comerciais deveriam ter um "estacionamento para maridos": locais onde estes se pudessem sentar a ler o jornal ou falar ao telemóvel, enquanto esperam pelas mulheres que andam às compras.
Por fim, deixa-nos as 5 coisas mais odiadas pelos consumidores: mau atendimento no momento do pagamento, sujidade nas lojas, falhas de stock, lojas muito grandes onde as pessoas quase se perdem e a falta de empregados ou empregados mal-educados.
Como a crise afecta todos há… quem vá publicar no facebook ou no twitter uma foto sua, todo fino, chique e glamuroso, com muitas lojas de fundo, de um Centro Comercial, esbanjando, arrasando, andando por aí todo blasé a segurar váááários saquinhos da Calvin Klein, mas... VAZIOS e a pensar que ninguém notou, que estão vazios e ops, é assim tão obvio?! Credo...